Na velha redação de A Tribuna – aliás, nova, porque a velha ficava na Avenida Capixaba – Pedro Maia, com seus óculos escuros, camisa preta de gola roulê, calça boca-de-sino e esperando o telefone para apurar mais uma notícia.
Deu trabalho, Pedro Maia! E desde que começou a contar, escrevendo, pequenos casos, ele fez um público cativo: acho difícil um repórter de polícia, como ele foi, conhecer melhor o seu métier.

Pedro Maia gostava de ler tanto quanto de escrever.
A foto a seguir foi feita durante uma visita a um casal de amigos jornalistas: ele ficou encantado com o livro de reproduções de gravuras de Gustave Doré, A Doré Gallery, da Spring Books, então recém-lançado. Era 1974 e todos nós, felizes e mais puros. (RIP/requiem aeternam dona eis, Domine).

* É difícil usar uma expressão indexada. Mas é uma homenagem a Pedro Maia: ele se dirigiria assim, a ele próprio. Essa era uma das formas como ele cumprimentava alguém:
– Fala Kinkas Silva!
– Fala Chico Bagre!
– Fala Caser!
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